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Empresas que contratam centenas ou milhares de terceiros costumam ter um problema silencioso: os dados existem, mas estão espalhados. Documentos homologados em uma planilha, indicadores de SLA em outra, custos de contrato em um sistema à parte e o histórico de treinamentos em um EAD isolado. O resultado é previsível — decisões lentas, tomadas com informação incompleta e quase sempre depois que o problema já apareceu. É nesse ponto que dashboards e ferramentas como o Power BI deixam de ser um recurso de TI e passam a ser um instrumento de gestão de terceiros no dia a dia.
O problema: dados de terceiros espalhados e decisões lentas
Em operações com grande volume de fornecedores e prestadores de serviço, cada área acaba criando seu próprio controle: o jurídico acompanha responsabilidade solidária e subsidiária em um arquivo, o SSMA monitora treinamentos em outro, o suprimentos negocia contratos sem visibilidade do que já foi auditado. Sem um painel único, gestores só percebem um problema de compliance documental, um atraso de mobilização ou um contrato fora do preço de mercado quando ele já gerou impacto — seja um passivo trabalhista, uma parada operacional ou uma perda financeira.
Por que visualização de dados importa na gestão de terceiros
Um dashboard bem construído não substitui a gestão — ele acelera a decisão. Em vez de compilar relatórios manuais toda semana, o gestor enxerga em tempo real quantos fornecedores estão com documentação vencida, qual a taxa de fraude documental detectada pelo Smart Check, quanto tempo leva cada mobilização e onde estão concentrados os maiores riscos de SSMA. A diferença entre uma planilha estática e um dashboard integrado é a diferença entre reagir a um problema e antecipá-lo.
Como o AFM Gestão organiza os dados antes do dashboard
Um painel só é confiável se os dados que o alimentam forem confiáveis. É por isso que a base de qualquer dashboard de terceiros começa na organização documental — e é aí que a Atlas concentra parte importante da tecnologia do AFM Gestão.
Smart Check: dados limpos, sem fraude documental
O Smart Check usa inteligência artificial para detectar fraude e adulteração documental que passariam despercebidas a olho nu: datas alteradas, assinaturas coladas e PDFs reconvertidos. Isso significa que os indicadores que chegam ao dashboard — por exemplo, o percentual de fornecedores com documentação regular — refletem a realidade, e não documentos que parecem válidos mas não são.
SpeeDoc: volume de dados em escala
O SpeeDoc lê e valida documentos em massa, com desempenho até 10 vezes mais rápido e 62,5% menos erros do que processos manuais. Hoje a Atlas processa mais de 6 milhões de documentos por mês com apoio de IA — volume que só se torna gerenciável, e visualizável em um painel, porque a leitura e a validação já acontecem de forma automatizada.
Integrações com SAP, Oracle, Protheus e Gov.br
O AFM Gestão se integra a sistemas como SAP, Oracle, Protheus e Gov.br, o que evita retrabalho de digitação e garante que os dados de terceiros conversem com os sistemas corporativos já usados pela empresa. Essa integração é o que permite que um dashboard em Power BI, por exemplo, combine dados de mobilização, documentação, treinamentos e custos em uma única visão — sem depender de exportações manuais.
Dashboards e Power BI: da informação à decisão
Indicadores que fazem diferença
Entre os indicadores mais úteis para quem gerencia terceiros em escala estão: tempo médio de mobilização por fornecedor, percentual de documentos reprovados pelo Smart Check, volume de crachás digitais emitidos com QR Code por unidade, status de treinamentos e EAD por contrato, e o comparativo entre custo orçado e custo real de contratos — este último, quando cruzado com dados de FGTS Digital, folha e ponto, é a base da metodologia Should Cost Reverso do AFM Performance, que em um case real identificou R$ 293 mil por ano em oportunidade de economia em um único contrato.
Do operacional ao estratégico
Um bom painel serve dois públicos ao mesmo tempo. Para a operação, mostra o que precisa ser resolvido hoje: documentos pendentes, mobilizações atrasadas, treinamentos vencendo. Para a diretoria, mostra tendência: a curva de redução de tempo de mobilização ao longo dos meses, a evolução do saving obtido em sourcing (a metodologia Should Cost do AFM Cotação tem saving médio de 16%) ou o comportamento do passivo trabalhista por unidade. É esse segundo uso — o estratégico — que costuma justificar o investimento em BI para quem antes só enxergava a gestão de terceiros como uma rotina administrativa.
Resultados que aparecem no dashboard
Os números que a Atlas acompanha com seus clientes ilustram bem o que um painel de gestão de terceiros bem estruturado consegue mostrar. Na Atvos, o tempo de mobilização caiu de 5 para 1 dia — uma redução que fica visível em qualquer dashboard de tempo de ciclo. Na Nexa, a padronização documental reduziu o retrabalho do fornecedor, um indicador que hoje é acompanhado de perto por times de suprimentos. Na Votorantim Cimentos, os ganhos de eficiência vieram do AFM Cotação, com o baseline de R$ 2,2 bilhões gerenciado pela plataforma sendo monitorado em painéis de sourcing. No conjunto da base de clientes — que inclui ainda Equatorial, Localiza, Pirelli, EDP, BRF e Prologis — a Atlas já realizou mais de 500 mobilizações, com redução de até 80% no tempo total do processo.
Como começar a estruturar seu dashboard de terceiros
O caminho mais comum é começar pequeno: escolher três a cinco indicadores que já causam dor hoje — documentação vencida, tempo de mobilização e custo de contrato costumam ser bons pontos de partida — e garantir que a fonte desses dados seja confiável antes de conectar qualquer ferramenta de visualização. Depois disso, a integração com Power BI ou qualquer outra ferramenta de BI passa a ser uma etapa relativamente simples, porque o trabalho pesado já foi feito na organização e validação dos dados na origem.
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